Apple Music: só eu estou enfrentando problemas?

Não pode ser que só eu estou enfrentando problemas com o Apple Music. (leia mais aqui)

Para tentar resolver, ontem, apaguei todas as músicas do celular, sincronizei com o iTunes e resolvi colocar de novo as faixas que eu queria pro iPhone.
Só que aí…

— Descobri que não é mais possível arrastar músicas para dentro do celular pelo iTunes. Tem que usar o app novo de músicas no telefone, procurar as que se deseja e marcar “disponibilizar off-line“. Uma burrice sem tamanho, porque isso é feito via internet e não via rede wi-fi ou cabo conectado ao computador. Ridículo! Consumi tempo e banda de internet para baixar centenas de faixas, que tinha no computador, sem necessidade.

— Hoje, saio de carro e coloco para rodar minha biblioteca. No meio das músicas que eu esperava ouvir, começam a tocar outras que eu tenho no iTunes mas não mandei irem para o celular. Como?

— O som do meu carro mostra mais de 7 mil músicas no dispositivo. Bom, este não é nem o número de músicas que tenho no iTunes (são mais de 17 mil) muito menos as que mandei ficarem off-line (400). Tudo bem, isso pode ser bug do meu som, que já é antiguinho e pode não estar conseguindo compreender direito o iPhone — porém, não acontecia antes do Apple Music.

— Não entendi ainda como ele está tocando essas faixas, pois realmente não há essas 7 mil músicas off-line; nem haveria espaço no dispositivo!

— A rede de dados está desabilitada para uso do Apple Music. Ou seja, elas não estão vindo da nuvem.

Isso só está acontecendo comigo? Ou só eu que me importo em não ouvir aquilo que realmente desejo?

É O SEGUINTE, APPLE MUSIC: EU NÃO QUERO QUE…

applenoranges[1]– NÃO QUERO QUE troque as capas dos meus álbuns; já coloquei as capas corretas! Não quero que substitua a capa que escolhi por uma da trilha sonora onde a música também está!
– NÃO QUERO QUE substitua a música de um disco raro ao vivo pela versão de estúdio do disco mais popular! Eu quero ouvir a versão específica!
– NÃO QUERO QUE, quando eu quiser ouvir a versão remasterizada que tenho em meu iTunes, você me toque a versão original, e nem vice-versa.
– NÃO QUERO QUE substitua o arquivo que eu ripei, com a qualidade que eu escolhi, com todas as minhas manias, pelo padrão que a Apple acha que é melhor para mim!
– NÃO QUERO QUE se confunda e, quando não achar a minha faixa, a substitua por outra totalmente nada a ver, de outro artista inclusive.
– E, definitivamente, NÃO QUERO QUE coloque músicas arbitrariamente em meu celular; faixas que eu não pedi para ficarem off line e nem as escutei via streaming.

Sim, isto é uma ameaça! Se em menos de três meses isso não se cumprir, eu não dou continuidade a minha assinatura.

E Se Eu Não Pensasse “E Se”?

E se eu reduzisse a quantidade de leite ao invés de aumentar o Toddy?
E se eu misturasse cacau em pó no Toddy para ficar menos doce?
E se eu usasse só cacau e colocasse açúcar?
E se eu fosse diminuindo o açúcar até o ponto de ficar quase ruim?
E se eu diminuísse mais um pouco o leite, para ficar mais doce?
E se eu bebesse o leite só de dois em dois dias?
E se eu tomasse só no fim de semana?
E se fosse só uma xícara, daquelas bem pequeninhas?

E se tomasse do jeito que eu gosto, na quantidade que eu gosto, e começasse a fazer exercícios pra valer?

E se eu não fizesse mais exercícios e diminuísse de novo a quantidade de leite ao invés de aumentar a de Toddy?

Senhas Diferentes, Simples e Fortes

Vou deixar a introdução de lado. Não é preciso explicar por que é importante ter senhas fortes, seguras e diferentes para cada tipo de serviço. Só que é um saco administrar uma infinidade delas. Por isso, desenvolvi um método (acredito que não inédito, mas, sem dúvida, não corriqueiro).

Pense numa palavra ou expressão que seja significativa para você, como o nome de um filme, de uma banda (de preferência que você não tenha a camiseta). O bom é que não seja o nome puro, mas uma mistura maluca da sua cabeça, por exemplo: “starsimpsons”. Esqueça os nomes de seus filhos, sobrinhos, parentes. São óbvios demais. Pense também em um conjunto de números, uns quatro está bom (que não seja de datas de aniversários, número da casa, nem algarismos sequenciais como “1234” ou repetidos “1111”). Pegue dois do início do número de sua casa e misture com seu número da sorte, sei lá. Você terá uma coisa como “starsimpsons2307”. Alguns sites exigem que você tenha números, letras minúsculas e maiúsculas. Então, já estipule uma letra para ser a sua maiúscula, mesmo que não seja exigido. Exemplo o “P”: “starsimPsons2307”. Você também pode colocar esse número entre as duas palavras, ou colocar dois no começo e dois no final; fica melhor. Mas vamos tomar este exemplo para seguir.

Bom, agora, como ter uma senha diferente para cada site?

Imagine se suas senhas são todas iguais e roubam-na de um serviço. Todas suas contas ficam vulneráveis. Por outro lado, ter que memorizar uma para cada necessidade é inviável.

Se você vai fazer uma senha para o site Submarino, use o “S” do nome do site para substituir a letra maiúscula da sua senha. Fica assim: “starsimSsons2307”. E assim por diante. Se quiser ter uma segurança extra, sugiro que tenha dois padrões de senhas, um para serviços que envolvem dinheiro — como lojas online, bancos etc. — e outro para o resto — como Facebook, Twitter, aplicativos em geral.

O mais importante: lembre-se que senha salva é senha esquecida. Por isso, se você apertar o botãozinho de salvar senha nos sites e aplicativos, saiba de antemão que, quando precisar acessar de outro local, ou trocar seu dispositivo ou computador, você, certamente, não a recordará mais. Nunca salve. Também não recomendo que as anote ou use esses aplicativos de gerenciamento de senhas. Você não sabe de onde eles vieram e nem o que fazem com suas informações. Além do quê, você também pode perdê-lo em um bug da máquina ou device, bem como ter a senha de acesso a eles roubada.

Isso tudo que falei parece meio bocó, mas mudou minha vida. :)

Um Limão, Meio LImão, Dois Limões, Meio Limão…

limãoNão sou dessas pessoas que chegam em restaurantes e ficam pedindo para mudarem os pratos — “tira a cebola”; “não gosto de pimentão”; “pode trocar o molho branco por de tomate?”. O que tem no cardápio é o que o lugar faz bem feito; é aquilo que desenvolveram para te servir com perfeição. Bom… Essa é a teoria. Eu gosto de fingir que é assim e respeitá-la.

Só que, de repente, me pego dando uma de cliente chato. Tenho tomado limonada sem açúcar compulsivamente. Tipo mulher grávida, sabe? Então, quando peço as bebidas ao garçom, pergunto:

— Vocês têm limonada?
— Não.
— E suco de limão? — (só para garantir)
— Também não.
— Tem limão?
— Tem.
— Tem água?
— Tem.
— Então, pode me trazer uma água sem gás e um limão inteiro?
— Claro que sim.
— Muito obrigado.

O problema é que até hoje, em cerca de 15 estabelecimentos a que fui depois do início dessa minha nova tara, nenhum conseguiu me trazer de primeira o que eu queria. O mais comum é trazerem os limões em fatias ou em canoinhas, que é como eles geralmente têm pré-prontos para colocarem nos copos. Um dia um “moço”, extremamente solícito e simpático, perguntou se eu não preferia que ele mesmo fizesse a limonada, batendo na coqueteleira. Senti que não ficaria como gosto e disse que não precisava. Ele insistiu. Repeti que não havia necessidade. Ele insistiu. Concordei para não criar uma discussão. Ele trouxe um negócio quase sem gosto de limão, que deve ter batido com água e uma rodela daquelas.

Na maior parte das vezes eu aceito o que me trazem. Da última, o cara trouxe um “pires” com duas canoinhas de limão (ou seja, meio limão e não um inteiro) e perguntou:

— Precisa mesmo ser um limão inteiro?

Pô, o que tem de tão difícil em me trazer um limão? Paciente, respondi:

— Por favor. Precisa!

Cascas de Feridas — Oficina do Carpinejar

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Neste fim de semana, participei da Oficina de Crônicas de Fabrício Carpinejar, em Pelotas. Foi muito bacana. O cara é fera e fez com que muitos de nós quebrássemos alguns paradigmas pessoais.

Abaixo, publico o exercício do primeiro dia. Tivemos 10 minutos para escrever sobre um de nossos defeitos. Após a última linha, coloco o final alternativo sugerido pelo “professor” e, sem dúvida, melhor que o meu.

Arranco todas as casquinhas. Sim, casquinhas. Daquelas de ferida. Não resisto. E olha que tenho muitas. Até as fabrico só para poder cavucá-las. Minha matéria-prima preferida são picadas de mosquitos. Dão uma coceira enorme. E o melhor é que sou alérgico. Isso facilita o processo. Quando recentes, aproveito a unha mais saliente e faço uma fenda. Fica parecendo uma bundinha. Depois, faço outra e vira uma marca em xis. Mais um outro xis envezado e tenho um asterisco. Nossa, como é bom! Ela fica vermelha. E pulsa. Como pulsa, meu Deus! Quando alivia, começo tudo de novo. Dezenas de vezes.

Com esse processo metódico e paciente, toda picada de mosquito no meu corpo vira uma casquinha de ferida. Quando acontece, posso arrancar em ritual sádico. E sabe o que é melhor? Elas voltam! Sempre voltam!

Tenho uma grande cultura de casquinhas que mantêm sob controle meus instintos mais primitivos.”

Final alternativo:
Durmo de janela aberta.”

Boa Companhia

Sou boa companhia de viagem.

Não tusso, não fungo e não espirro (muito). Não faço barulho para engolir líquidos nem sólidos. Não soluço. Não ronco de lado; eu durmo de lado. Não me engasgo com comida. Não me engasgo com saliva.

Acordo antes. Tomo banho rápido, porém dois por dia. Não deixo toalha em cima da cama. Só sujo um prato. Faço comida. Tiro a mesa. Bebo água.

Caminho 10km sem problemas. Não preciso ir ao banheiro frequentemente. Meu intestino é um relógio. Acompanho passeios, espero em lojas e carrego sacolas. Não reclamo de nada. De quase nada.

Não fico morrendo de fome se não como de 3 em 3 horas; nem de 5 em 5, se necessário. Gosto de tudo, inclusive de provar novidades. Tomo qualquer tipo de leite, do desnatado ao integral. Uso açúcar ou adoçante — o que tiver.

Converso, mas pouco. Não grito. Sou discreto. Eu não encho o saco; mal respiro.

Talvez eu seja um péssimo companheiro de viagem.

Autoauto

Autopeças: peças de si mesmas.
Autoescola: o mesmo que autodidata.
Autoestrada: o caminho é o próprio destino.
Autódromo: local onde se corre para si mesmo.
Autopista: migalhas de pão pelo caminho.
Autoesporte: levantamento de si mesmo; levitação.
Autoshow: caras e bocas em frente ao espelho.
Autoshopping: vendo-me e compro-me.
Autocenter: egoista.
Autopark: bunda.
Autolocadora: free lancer.
Automodelo: quem experimenta suas roupas.

Automóvel: movido por si próprio; carro.
Auto-peças: peças de automóvel
Auto-escola: escola de automóvel
Auto-estrada: estrada de automóvel

Free Shops — Grandes Engana-trouxas

Me sinto assim em um free shop

Desde 1986, o governo uruguaio começou a instituir, em algumas cidades fronteiriças com o Brasil, zonas de duty free shops, ou seja, comércio livre de impostos. Primeiro foram Chuy e Rivera, depois Rio Branco, Aceguá e Artigas. Estas áreas são exclusivas para consumo de turistas e proibidas para os uruguaios — pelo menos isso é o que diz na lei do país.

Desde então, os locais começaram a virar frisson entre os brasileiros, por alguns motivos:

– oferta itens importados não encontrados naquela época no Brasil, devido a restrições de mercado;
– preços convidativos;
– qualidade de produtos primários nos quais o Uruguai detém excelência, como derivados de leite (queijo, doce de leite etc), por exemplo.

Porém o tempo foi passando. Os itens importados já estão disponíveis no nosso país. Os donos dos free shops foram enricando, tomando conta do mercado e adotando estratégias muito inteligentes para faturar mais, como todo bom negócio deve ter. Antenados na demanda dos brasileiros, o preço das mercadorias varia também em dólar de acordo com os valores dos produtos encontrados no Brasil e não apenas conforme os custos que têm. Assim, mantém-se o maior preço possível sem gerar desinteresse dos brasileiros.

Hoje os grandes free shops concentram-se na mão de duas ou três pessoas. Todos possuem os mesmos itens (quando variam, variam em todos). Por exemplo, uma marca de mostarda que tem em um está em todos, e assim por diante. As únicas coisas que ainda valem a pena comprar nesses locais são os produtos primários de origem uruguaia, alguns tipos de bebidas importadas e alguns itens de beleza feminina. Fora isso, praticamente todo o resto é um GIGANTE engana-trouxas.

Ontem estive em Rio Branco e resolvi listar alguns exemplos dos motivos que me fazem achar os free shops uma grande balela.

1. Se você vai em busca de uma marca famosa de roupas para ostentar no peito, você é um imbecil. Continue indo comprar, pois você merece. Hoje o Brasil está muito bem servido de roupas de qualidade, sejam nacionais ou importadas com preços similares ou menores do que os praticados lá.

2. As pessoas se confudem e, por pequenos lapsos de raciocínio, encaram as etiquetas com preço em dólar como se fossem valores em reais. É psicológico.

3. Um pacote de Kit Kat custa 17 dólares? “Como? Eu li bem? Tem Kit Kat no Guanabara a preço de Bis!” É assim como todas as “comidinhas”. Faça a conta.

4. Azeite! Compra-se azeites extravirgens ótimos como Gallo e Borges no supermercado por 10 reais a garrafa de meio litro. Em Rio Branco, 10 dólares a garrafa de um litro. Bullshit!

5. Uma garrafinha de alumínio por 34 dólares? “Como?” 68 reais?”

6. Um copo com bico para criança por 15 dólares? “Tem um ótimo no Big por 19,9 reais!”

7. Um barril Heikenen de 5 litros (excelente, por sinal), tá R$ 59 no Nacional e no Neutral US$ 25. “Vou comprar fora do país para economizar 9 reais?”

8. Há cinco anos atrás comprei lá uma calça Levis por 80 dólares. Há dois anos, por 110 dólares. Hoje, está 245 reais. “Nem a pau, Juvenal!” Nos Estados Unidos, os modelos variam de 30 a 60 dólares, no varejo. Imagino o preço que os free shops compram no atacado.

9. Os preços não representam vantagem que pague sua gasolina e, convenhamos, não é um local bom para passear, a não ser que o seu estilo seja consumista-desenfreado. Ou seja, nem o programa justifica.

10. Você vai voltar cheio de merda supérflua de que não precisa.

11. Ontem, o dólar em todas as lojas estava 1,94 (o de referência do Banco Central, 1,88). Se você usar cartão de crédito internacional terá uma cotação melhor que a deles, porém gastará 6,38% de IOF, o que acaba significando mais.

Coloque isso tudo na balança:

– preço nem sempre melhores;
– risco de pegar uma estrada;
– probabilidade de você ser parado na aduana;
– deixar dinheiro fora do país, em comerciantes de fora da sua cidade, para marcas estrangeiras, que não geram impostos no seu país (nem no Uruguai);
– correr o risco de ser visto em um free shop e ser reconhecido como um “semelhante”.

Decidi: tô fora!

Como Organizar Sua Geladeira

20120314-211726.jpgMe irrita muito uma geladeira bagunçada. Entenda como “bagunçada” espaços mal utilizados e perdidos, coisas no lugar errado, falta de provisões de itens diários, incompreensão de seu funcionamento e do consumo de energia. Não reclamo nem pela bagunça por si só — cada relaxado que cuide das suas coisas. O problema é o tempo que se gasta com a porta aberta procurando as coisas ou tendo que reorganizar tudo a cada volta do supermercado. Geladeira aberta é desperdício de energia e risco para os alimentos que ela conserva.

Vamos direto aos pontos.

1. ESPAÇOS
Já perceberam que há diversas alturas de prateleiras e tamanhos de compartimentos? Eles devem ser aproveitados de forma inteligente. Onde colocar uma garrafa PET de 2 litros se no lugar projetado a elas está um vidro de maionese? Procure usar os espaços com algo que os preencha com exatidão. Assim, sempre haverá lugar para as coisas maiores. Antigamente, se dizia que era melhor não guardar garrafas na porta, pois pesavam e a empenavam. Bom, meu vô já morreu e não tem ninguém mais pra dizer isso. E quero crer que a tecnologia de hoje nos proporciona dobradiças mais resistentes.

2. PROVISÕES INTELIGENTES
Você tem que ter água sempre gelada (por exemplo) suficiente para as pessoas que moram em sua casa. Uma só garrafa, de qualquer tamanho, nunca será suficiente, mesmo que você more sozinho. Calcule a sede do pessoal e tenha sempre duas ou mais, para não faltar. Explico. Faça uma fila de garrafas, para seus monstros não tomarem de duas ao mesmo tempo. Ao acabar uma, reabasteça e passe-a para o final da fila. Também nunca encha uma garrafa antes do fim, a não ser que for passar ela pra trás. Isso serve para todos os itens que necessitam de reserva de acordo com volume de consumo.

3. MANTENDO A TEMPERATURA
Ao voltar do supermercado ou da feira, desempacote tudo antes de começar a colocá-los no lugar. Agrupe os que vão pra geladeira e guarde-os todos de uma vez. Se for usar as gavetas de legumes etc., tire-as fora e feche a porta. Organize e recoloque-as depois. Geladeira aberta aumenta a temperatura muito rápido, gasta mais energia e prejudica a conservação dos alimentos. A minha geladeira tem um display externo que mostra a temperatura. Deixo sempre em 4ºC e fico apavorado quando, mesmo com esses cuidados, ele chega a mostrar 10ºC ou 11ºC. Dependendo da estação do ano, leva horas até voltar ao ideal.

4. ALIMENTOS QUENTES
Sua mãe diz para esperar esfriar antes de refrigerar. Depois que inventaram a faculdade de nutrição, passaram a ensinar o contrário; que você deve guardar mesmo quente, para que o alimento não inicie prematuramente sua putrefação. Eu sou contra. Colocar algo quente na geladeira pode ser bom para o alimento em questão, mas não para os demais que lá estão. Lembro sempre do meu display de temperatura indo às alturas.

5. O OVO
Alguém disse pra não guardar ovos na porta, pois ali a temperatura oscila mais. Ah, por favor! Como é que em um espaço de cerca de um metro cúbico vai ter tanta variação de temperatura? Só pelo deslocamento de ar que fechar e abrir a geladeira cria, o equilíbrio térmico é rapidamente alcançado. Entre a parte superior e inferior sim, pode haver significativa diferença, devido à maior densidade do ar frio. A porta é perfeita para os ovos, tem até os buraquinhos que imitam o cu da galinha. Tem gente que guarda ovos fora da geladeira! Também, ninguém vai querer os mesmos ovos por mais de duas semanas.

6. DESCONGELANDO ALIMENTOS
A melhor forma é tirando-os do freezer e colocando na geladeira. Leva mais tempo, claro, mas com um pouco de previsão, você consegue. Além de ser melhor para a qualidade do descongelamento e da conservação do alimento, tem uma vantagem que poucos se dão conta. O produto congelado ajuda a manter a temperatura baixa na geladeira e a economizar energia. Tchã-nam!

Não é difícil se você praticar. Sua conta de luz também agradece.