Dicas Preciosas Sobre a Disneyland Paris

Em 2012, escrevi um artigo sobre a Disneyland Paris (leia aqui), que é um dos mais acessados do blog. Por isso, como estive lá agora (quatro anos depois), resolvi ratificar alguns itens com informações que mudaram de lá para cá ou precisam de complemento.

• Como aproveitar o tempo na Disney?
Aqui eu havia falado sobre o fast pass, que dá acesso sem filas aos brinquedos. Descobri que você não pode pegar mais de um fast pass de cada vez. Ou seja, você não pode ficar em duas filas ao mesmo tempo, mesmo que elas sejam virtuais. O sistema do parque identifica que você já tem um brinquedo agendado com fast pass e não deixa pegar o de outro até expirar o prazo de entrada do primeiro.

• Quanto custa e como comprar os ingressos para a Eurodisney?
Aqui eu havia falado do ticket Francillien, disponível no site da Fnac. Pois não sei se ele ainda existe. Comprei desta vez, no site da própria Disneyland Paris, o ticket MINI 1 day/2 parks, que custou €62 para adultos e €55 para crianças. A partir de 12 anos seu bebê crescidinho já é um adulto para eles. Esse ticket dá acesso ao parque em qualquer dia de semana (mediante consulta em um calendário que eles disponibilizam — alguns dias estão bloqueados para esse ticket, como feriados e tal. Em algumas épocas do ano, esse mesmo ticket fica mais barato ainda e é chamado de Special MINI 1 day/2 parks: €47 para adultos e €40 para crianças.

• Como eu chego à Eurodisney?
Esqueça praticamente tudo que escrevi neste item. A RATP (companhia de transportes local) expandiu a abrangência do passe de transporte público integrado. Antes, com um ticket, você só podia transitar na zona 1 e 2 de Paris. Agora, pode ir até a 5! Ou seja, Marne-la-Vallée, onde ficam os parques da Disney, está dentro da área de cobertura. Você gasta apenas €1,90. Vá de metrô até uma estação da linha 2 do RER e siga para seu destino com esse trem.

É isso. Espero que tenha uma boa jornada!

Internet no Celular em Paris

Senado francês, celular
Menina tirando foto com o celular no Senado francês, Senat.

 

 

 

 

 

 

 

 

Se você pretende viajar e quer ter internet no celular em Paris, encontrei em janeiro de 2017 a melhor opção.

Em 2012, havia estado na cidade e consegui um plano da Orange, com internet ilimitada, por um total de 19,90€ (veja aqui). Era um pré-pago com validade de um mês. Perfeito para minha necessidade na ocasião e atualmente. Porém, este plano não existe mais. Nem mesmo existe plano algum de 3G/4G ilimitado, o que é um saco, pois ninguém quer ficar controlando o que consome de banda, muito menos ficar sem internet quando mais precisar.

Pois desta vez, pesquisando por todas as operadoras de celular disponíveis em Paris, me deparei com a Free. Trata-se de uma empresa de telefonia fixa, internet e TV a cabo que, parece, ingressou há pouco com planos de móvel. Como falei eles não têm também opção de dados ilimitados, mas há uma que você só vai conseguir acabar com a franquia se ficar assistindo Netflix durante toda sua viagem. O que eu acho que não tem como acontecer com ninguém que visitar Paris. Tratam-se de absurdos 50Gb de transferência por mês! Se você também precisa de outras formas de comunicação, como voz e SMS, esse plano oferece ligações ilimitadas para as regiões metropolitanas da França, SMS ilimitados para toda Europa e chamadas também ilimitadas para outros 100 locais fixos.

O valor é 19,99€ mais o cartão (chip ou SIM card, como você preferir chamar) que, creio, você ainda não possui, de 10€. São 29,99€ para um mês. Não é uma bagatela, mas é o melhor que achei.

Para adquirir é muito fácil. Basta você ir a uma loja da Free. Li na Internet que havia duas, mas só encontrei uma. O endereço é 8 Rue de la Ville-l’Évêque, próximo à praça da Concórdia. Todo processo é feito por um terminal de autoatendimento. Você precisa optar pelo plano (basta ficar de olho nos “50Gb” — não confunda com os “50Mb” do outro plano — e no preço: “19,99€”). O passo a passo do sistema irá lhe conduzir e perguntar se deseja o plano por apenas um mês ou continuamente. Lembre-se que essa informação é importante, pois o plano não é pré-pago, mas de conta. Optando por apenas um mês, ele será cancelado após esse prazo. Será solicitado seu email, nome e endereço em Paris. Serve o do hotel. Eles não o irão usar para nada. Nenhum documento é exigido. Irá perguntar também o formato do seu cartão, se mini ou nano, e lhe cobrar mais 10€ pelo chip. Atente a isso ou não vai encaixar no seu smartphone. Você paga com cartão de crédito e pronto, a máquina cospe seu chip. Se o modelo do seu telefone precisa de um alfinete para retirar o SIM card, peça a um atendente para lhe ajudar pois ele tem a ferramenta. Voilá! Saia usando imediatamente. Sempre que desligar e ligar seu telefone, será lhe solicitado o código PIN do cartão. Parece que é padrão o “1234”. Está escrito na embalagem que você recebeu.

Se ligue quando abrir seu Whatsapp. Ele perguntará (sempre acontece quando você troca de chip) se deseja mudar o seu número padrão para seu perfil no aplicativo. Se você pretende usar apenas provisoriamente seu número francês, não mude! Ou vai bagunçar a sua vida e seus contatos do “zap-zap”.
Como, acredito, todas as empresas de telefonia móvel de Paris, a Free Mobile tem redes wi-fi espalhadas pela cidade que irão conectar automaticamente no seu celular sempre que estiverem próximas para poupar os dados do seu plano. Pessoalmente, em todas as experiências que tive com elas, não valia a pena. Ou não funcionavam direito ou eram mais lentas que o 3G/4G da região. Desligue o wi-fi se isso ficar atrapalhando. A cobertura da rede 3G/4G é ótima e só funciona com deficiência no metrô, por exemplo. No geral, é bem melhor que no Brasil.
É bom ficar atento também se seu aparelho celular é compatível com o sistema de telefonia da França. Os iPhones brasileiros, a partir do 5S, tenho certeza que são.

É isso! Espero ter ajudado e bon voyage!

Como criar Pokéstops no Pokémon Go

pokéstop

A febre do Pokémon Go chegou no Brasil e, como em qualquer outro local do mundo, todos os estabelecimentos estão se perguntando como criar Pokéstops. Afinal, todos desejam ter seus espaços comerciais invadidos por pessoas malucas caçando pokémons, pegando itens nos Pokéstops ou batalhando em um Gym. Todos querem que eles permaneçam por mais tempo, consumam mais seus produtos e, claro, valorizem mais a marca da empresa. A Niantic (criadora do jogo) mantinha um página em seu site onde era possível enviar sugestões de localização para novos pontos PokéStops ou Gyms. Porém, o número de requisições foi tão grande que ela desativou a possibilidade de envio.

Mas uma dica que pode dar certo é através do game Ingress. Ingress é o antecessor do Pokémom Go, também desenvolvido pela Niantic e, apesar do tema ter mais a ver com espionagem, possui as mesmas tecnologia e dinâmica de jogar, através da realidade aumentada. No Ingress o jogador pode criar portais. O Pokémon Go não aproveitou apenas os mapas do Ingress, mas os PokéStops, na verdade, estão nas mesmas posições dos portais do Ingress. Isso explica o fato de muitos PokéStops não estarem em locais de grande circulação de pessoas.

Então, até que a Niantic reative seu formulário de requisição de PokéStops ou reveja sua política de criação dos mesmos, não custa baixar o Ingress, aprender a jogar e criar o seu portal. Vá que em alguns dias ele vire um PokéStop no Pokémon Go!

A Nova Era do Sei-lá-o-quê

nova_era

Então, o mercado está esquisito. A crise não é apenas econômica. A crise é de perspectiva de futuro do padrão vigente (já nem mais tão vigente assim). Mas o problema não é só se o mundo como conhecemos vai ou não deixar de existir: é que ninguém sabe para onde ele vai! Há pistas, mas são nebulosas. Ninguém tem mais certeza de nada.

Primeiro era assim: você produzia algo e colocava no mercado. Se as pessoas gostassem, compravam. Você fazia um pouco de publicidade, para apresentar seu produto a quem não o conhecesse, e aumentava seu horizonte de vendas. Algum tempo depois, passou-se a embalá-lo em um papel de presente “mais bonito”, ampliando a percepção de seu valor. A estratégia começou a ficar mais rebuscada, ardilosa, psicologicamente questionável. Era preciso criar imagens de produtos, nem sempre verdadeiras.

A concorrência começou a estabelecer níveis de qualidade (ou de percepção de qualidade) altíssimos — “quem não tem qualidade, não tem mercado”. Não bastava mais vender um sanduíche bom, você precisava oferecer um serviço bom, um ambiente bom, itens conexos bons, uma experiência de compra mais que boa — incrível! Até que chegou a Internet. O consumidor começou a ter voz e as marcas começaram a perceber que os consumidores eram pessoas. Sim! Se deram conta disso! Mas sabe como as pessoas são complexas, não? Pessoas são solitárias ou têm muitos amigos, são tristes ou são felizes — estão tristes ou estão felizes! —, são burras ou são inteligentes, estão com tempo ou estão sem tempo, gostam de amarelo ou odeiam amarelo; são complexas ou são complexas! Como atender a todos? Ao mesmo tempo, os consumidores começaram a exigir que as marcas também fossem pessoas. Tirando, claro, a parte da esquizofrenia.

Então, surgiram as mídias sociais e as pessoas-consumidores começaram a exigir que as marcas-pessoas conversassem com elas. Aí, somou-se, à qualidade, à experiência e à esquizofrenia, a transparência. Se você não for sincero, você está morto. Isso é bom, claro. Deveria ter sido sempre assim. Mas nunca foi. Talvez esta seja a única certeza que podemos assumir.

Paralelo ao crescimento dessas exigências cada vez maiores sobre as empresas, vêm as das pessoas sobre elas mesmas. Você quer dar ao seu filho tudo que você não teve. Você não admite que ele não estude inglês, não exercite uma atividade artística, não pratique um esporte. Seu filho não pode sair na rua sozinho porque as coisas não são mais como eram na sua época, e você, então, contrata seguro para o seu carro e para sua casa, plano de saúde porque o SUS não dá conta, uma escola particular, uma faculdade das boas, o melhor serviço de buffet para a formatura, com direito a banda, photo booth, whisky, cerveja, vinho, barman com drinks, DJ, sushiman, equipe de fotógrafos e, quando seu filho casar, é bom nem pensar, pois vai ser ainda pior. Cadê as festas de aniversário só com cachorrinho, guaraná e bolo? Não. Isso não é mais admissível.

Se você cobra isso tudo de você mesmo, o que exigirá das empresas e marcas que consome? Você quer mais, mais e mais! Mas tudo isso tem um preço. E você não quer pagar estra conta. Esse custo não pode mais ser tirado da qualidade, da matéria-prima, dos funcionários, da sede, do transporte, dos analistas de mídias sociais, do cara do marketing, da TI, do programa de formação e atualização dos colaboradores, da mesa de ping-pong, do videogame, da festa de final de ano e da supermáquina de café — afinal, os colaboradores precisam se sentir bem para produzirem. De onde tirar?

Neste ritmo, só sobrevivem os produtos de grande escala; de escala mundial. Como ser inovador no mercado local? Como competir? Dá, com inovação. Mas logo alguém vai industrializar a sua ideia de produto ou serviço e torná-la mundial, através de uma fonte de recursos etérea, provinda de uma “nuvem” de investidores que irão exigir resultados.

Dizem que a revolução está só começando, pois ainda estão para aparecer os grandes concorrentes dos líderes mundiais e aí eles vão precisar de novo de “publicidade”! Mas pense: o mundo não tem espaço para dois Facebooks, dois Übers, dois Googles, dois Twitters, dois Instagrams, dois WhatsApps! Todo mundo quer estar onde os demais também estão. Um sempre vem e mata o outro. Se o objeto não for levemente diferente, um sucumbe para que o outro viva. São os novos tempos, onde todos devemos ser um só.

O mundo está ensaiando uma unificação filosófica, econômica, social… É certamente prematura, apesar de toda tentativa ser sempre válida e cheia de aprendizado. Certamente, ainda não estamos prontos. Precisamos antes de uma elevação espiritual, como seres humanos. Ela pressupõe enxergar o mundo com outros olhos, outra ciência, outra matemática, outro modelo de criação e aculturação. Estamos longe disso. Por enquanto, ficamos dando cabeçadas na parede e chilique nas mídias sociais. É a nova era do sei-lá-o-quê.

Meus problemas com o cartão Dotz Mastercard

Você já conhece este diálogo, ao entregar o cartão para o caixa:

— Crédito.
(…)
— Crédito ou débito?
— Crédito!
(…)
— Débito?
— Crédito!

Mas a parte que você só conhece se tiver um cartão Dotz Mastercard Ibicard é a “moça do caixa”, ao pegá-lo, olhar para seu canto arredondado, esfregar o dedo de um lado para o outro e dizer “Nossa, que diferente! Foi tu que cortou ou já veio assim?”

Se fosse só isso, ok. Mas o problema vem sendo maior.

Há uns 10 anos, me ligaram para oferecer um cartão Dotz Mastercard. Meu primeiro impulso foi negar, pois eu já tinha um Visa. Mas, diante dos benefícios do pano de milhagem Dotz, e da versatilidade em ter cartões de duas bandeiras diferentes, resolvi aceitar. É realmente vantajoso esse programa. Você ganha pontos nao só quando paga a fatura, mas também comprando em várias lojas da Internet, como Americanas, Submarino, Fnac, Shoptime, Ricardo Eletro. Dependendo da promoção atual, você acumula até quatro pontos por real gasto. Com isso, já consegui resgatar um iPad, um no-break, uma caixa de som bluetooth iBlu superboa, um bluray player etc.

O que acontece é que o Banco Ibi, emissor original do cartão, foi comprado pelo Bradesco há uns dois anos, creio. De um tempo para cá, estou convicto que o novo banco está tentando dissuadir seus cientes a continuarem com o contrato, devido aos benefícios fora do comum que o programa Dotz oferece. Explico:

  • toda semana, ao abastecer nos mesmos postos de gasolina de sempre, meu cartão não passa e é bloqueado;
  • sempre quando tento comprar passagens aéreas também;
  • perco mais de meia hora com o atendimento para conseguir desbloquear;
  • cada vez que ligo, a quantidade e dificuldade das perguntas de segurança, do tipo nome da mãe, se eu tenho cartão adicional, aumentam. Na última vez respondi tudo certo e disseram que os dados eram inconsistentes e mandaram ligar de novo para reiniciar o processo — é um inferno recomeçar o processo!
  • os atendentes são presunçosos e grosseiros (claro, quando eu, irritado, os trato assim também — kkkk);
  • quando questiono o motivo do bloqueio, me alegam “motivos de segurança”, mas quando pergunto “Quais motivos de segurança? O estabelecimento não é confiável? Minha compra saiu do padrão?” eles não sabem responder.

Ontem, me ligaram dizendo que meu cartão tinha efetuado cinco compras em valores como 2 mil, mil reais, fisicamente, em estabelecimentos nas cidades de Niterói e São Gonçalo e queriam saber se eu reconhecia tais despesas. Falei que não, que estava em Pelotas, de posse do meu cartão. Eu disse que as cidades das compras eram no Rio de Janeiro e eu estava no Rio Grande do Sul. A atendente insistia em dizer que as cidades eram todas no Rio Grande do Sul. Mas, enfim, bloquearam definitivamente meu cartão, entraram com processo de cancelamento das despesas não reconhecidas e ficaram de me mandar um novo cartão, agora, com chip. Sim, meu cartão Dotz Mastercard Bradescard não tinha chip!

 

Tudo bem que fraudes existem. É mais comum do que parece, mas eu já vinha desconfiando há tempos que estavam tentando fazer eu desistir do cartão. Agora estou acreditando ainda mais nisso. Não vão me fazer desistir dos benefícios do Dotz! Eu sou brasileiro e não desisto nunca! :)

Apple Music: só eu estou enfrentando problemas?

Não pode ser que só eu estou enfrentando problemas com o Apple Music. (leia mais aqui)

Para tentar resolver, ontem, apaguei todas as músicas do celular, sincronizei com o iTunes e resolvi colocar de novo as faixas que eu queria pro iPhone.
Só que aí…

— Descobri que não é mais possível arrastar músicas para dentro do celular pelo iTunes. Tem que usar o app novo de músicas no telefone, procurar as que se deseja e marcar “disponibilizar off-line“. Uma burrice sem tamanho, porque isso é feito via internet e não via rede wi-fi ou cabo conectado ao computador. Ridículo! Consumi tempo e banda de internet para baixar centenas de faixas, que tinha no computador, sem necessidade.

— Hoje, saio de carro e coloco para rodar minha biblioteca. No meio das músicas que eu esperava ouvir, começam a tocar outras que eu tenho no iTunes mas não mandei irem para o celular. Como?

— O som do meu carro mostra mais de 7 mil músicas no dispositivo. Bom, este não é nem o número de músicas que tenho no iTunes (são mais de 17 mil) muito menos as que mandei ficarem off-line (400). Tudo bem, isso pode ser bug do meu som, que já é antiguinho e pode não estar conseguindo compreender direito o iPhone — porém, não acontecia antes do Apple Music.

— Não entendi ainda como ele está tocando essas faixas, pois realmente não há essas 7 mil músicas off-line; nem haveria espaço no dispositivo!

— A rede de dados está desabilitada para uso do Apple Music. Ou seja, elas não estão vindo da nuvem.

Isso só está acontecendo comigo? Ou só eu que me importo em não ouvir aquilo que realmente desejo?

É O SEGUINTE, APPLE MUSIC: EU NÃO QUERO QUE…

applenoranges[1]– NÃO QUERO QUE troque as capas dos meus álbuns; já coloquei as capas corretas! Não quero que substitua a capa que escolhi por uma da trilha sonora onde a música também está!
– NÃO QUERO QUE substitua a música de um disco raro ao vivo pela versão de estúdio do disco mais popular! Eu quero ouvir a versão específica!
– NÃO QUERO QUE, quando eu quiser ouvir a versão remasterizada que tenho em meu iTunes, você me toque a versão original, e nem vice-versa.
– NÃO QUERO QUE substitua o arquivo que eu ripei, com a qualidade que eu escolhi, com todas as minhas manias, pelo padrão que a Apple acha que é melhor para mim!
– NÃO QUERO QUE se confunda e, quando não achar a minha faixa, a substitua por outra totalmente nada a ver, de outro artista inclusive.
– E, definitivamente, NÃO QUERO QUE coloque músicas arbitrariamente em meu celular; faixas que eu não pedi para ficarem off line e nem as escutei via streaming.

Sim, isto é uma ameaça! Se em menos de três meses isso não se cumprir, eu não dou continuidade a minha assinatura.

O Polêmico Comercial de O Boticário

gregorioO comercial para TV de O Boticário vem causando frisson nos últimos dias (ou seriam “últimas horas”?). Quem já assistiu e sabe da celeuma que se instaurou, pode pular para o próximo parágrafo. O filme publicitário é editado intercalando cenas de homens e mulheres comprando presentes, se arrumando em casa etc., como se aguardassem alguém. A construção do roteiro cria a expectativa de que haverá encontro dos casais no Dia dos Namorados. E realmente há. Mas o plot twist se dá na hora que percebemos que dois dos três casais são homossexuais, um masculino e um feminino. A trilha sonora é o instrumental da canção de Lulu Santos “Toda Forma de Amor”, mas a assinatura da campanha, apesar de graficamente usar cores inspiradas nas do arco-íris, não aborda o tema, dizendo “Entregue-se à tentação de Egeo” — a linha de produtos que está sendo vendida.

A iniciativa é linda! Em um mundo repleto de preconceitos de todos os tipos, é uma benção (se é que os detentores do direito de uso desta palavra me permitem “blasfemá-la”). Só que, claro, diversos ditos defensores da moral, dos bons costumes e da instituição familiar brasileira estão resmungando. E, por causa disso, recebendo tais “denúncias”, o CONAR (órgão de autorregulamentação da propaganda no país) precisa avaliar a situação e julgar se o comercial deve ou não ser retirado do ar. Não acredito que farão uma besteira tão grande.

Devido ao sucesso duplo da campanha (por seu próprio brilho e pelo buzz que o embate está causando nas mídias sociais), algumas pessoas levantam a hipótese de tudo ter sido planejado. Como publicitário, já me passou pela cabeça, várias vezes, criar propositalmente uma crise falsa e estúpida (como esta) contra algum trabalho meu, justamente para promovê-lo ainda mais e fazer o cliente posar de bonzinho. Ele sairia ainda mais fortalecido e com reputação de benfeitor injustiçado. Mas nunca levei a cabo por questões éticas óbvias. Sendo assim, é impossível não pensar na hipótese para o caso atual. O que me dissuade de acreditar nisso, não é genialidade da ideia, pois se até eu a tive, não deve ser tão brilhante assim. O que a torna improvável é o cliente aprovar a conspiração.

Só que as pessoas começam a conversar nas mídias sociais, a pensar (direito ou não) e chegam coletivamente à conclusão de que empresas que têm uma inciativa “corajosa” como essa devem ser valorizadas. Criam uma batalha entre a corrente retrógrada (que nem ousa se pronunciar no Facebook) e a superempresa que vai salvar o mundo do preconceito. E decidem que, mesmo sem gostar dos produtos da marca, consumi-los neste momento é uma forma de incentivo a tamanho ato exemplar de bravura. Artistas também começam a publicar seu apoio, como a foto postada no Instagram do ator Gregório Duvivier.

A campanha será exitosa. O Boticário venderá como nunca!

A partir de agora entra a parte o-que-tu-fumou? da minha abordagem, de onde pode sair, no máximo, um livro de ficção malsucedido. Outras empresas, surfarão na onda e darão representatividade cada vez maior às “minorias”. De repente essas “minorias” começarão a se sentir exploradas em excesso. Irão promover passeatas contra ao capitalismo selvagem que utiliza sua personalidade sem representá-las de fato. E todos sabem o que acontece quando há superexposição de algo, né? Deixa de ser cool e quem vale-se desse apelo sem legitimidade começa a ser mal visto, é repudiado no social media e tudo vira, de novo, o que era antes. Voltam a usar cachorrinhos e crianças na propaganda. Isso, sim, vai vender sempre.

Como Economizar Bateria do Iphone

bateriaNinguém vive mais sem smartphones. Parafraseando o que Woody Allen disse sobre computadores (algo mais ou menos assim): “eles vieram para resolver problemas que não existiam antes da invenção dos mesmos”. E é bem por aí. Se pensarmos que antigamente a bateria de um celular durava uma semana, agora, dê graças a Deus se chegar em casa com alguma depois de um dia fora.

Se você tem um iPhone, redigi uns macetes que, dependendo dos apps instalados e do seu perfil de uso, farão você economizar tempo de bateria que pode salvar o dia. Estas dicas servem para iOS 7 (a maioria) e para iOS 8 (todas).

Antes de seguir os passos abaixo, vá até “ajustes” / “uso” / “uso da bateria” e espere carregar a lista de aplicativos logo abaixo. Ela vai te mostrar quais deles estão consumindo mais energia, seja porque você realmente o usa muito, seja pelo fato de estar mal configurado, usando recursos sem necessidade. Você pode ver o consumo percentual de cada app nas últimas 24h e nos últimos 7 dias. Se encontrar um item que pouco usa listado com os mais sugadores de energia, dê mais atenção a ele nas dicas abaixo.

1. Na tela principal, na parte inferior dela, arraste o dedo de baixo para cima, de fora para dentro. Abrirá um painel de controle. Ajuste a luminosidade de tela para o nível mais baixo, que não fique desconfortável. .

2. Em “ajustes” / “tela e brilho”, ative o botão “brilho automático”. Assim, o ajuste do passo um sofrerá alterações dinâmicas, de acordo com a luz ambiente. Quando estiver no escuro, ele reduzirá a luz da tela, quando estiver ao sol, aumentará, em todas as nuanças intermediárias também. De acordo com a luz do ambiente a tela de adaptará conforme a necessidade de iluminação. Por exemplo, se você estiver no cinema e quiser responder a mensagem de alguém sem atrapalhar ninguém, ela ficará no mínimo ajustado, e você continuará enxergando perfeitamente.

3. Em “Ajustes” / “Notificações”, entre em cada aplicativo e configure se quer ou não quer receber notificações deles e de que tipo.

4. Em “Ajustes” / “Privacidade”, clique em “Serv. Localização”. Entre em cada aplicativo e ajuste quando deseja ou não que ele use sua localização GPS: “nunca”, “sempre” ou “durante o uso do aplicativo”. Dica: a imensa maioria dos aplicativos você irá marcar “nunca”.

5. Em “Ajustes” / “Geral” / “acessibilidade”, procure “reduzir movimento” e ative. Trata-se de um efeito de consome muita bateria desnecessariamente.

6. Em “Ajustes” / “Geral” / “Atualizações em 2º Plano”, deixe ativo apenas nos apps que deseja que recebam atualização enquanto você não os está usando. Dica: a grande maioria ficará desativada; por exemplo,WhatsApp ficará ativado, mas YouTube não, pois não é necessário.

7. Nos apps que trouxerem opção de mudar os temas da interface, prefira aqueles com fundo escuro e letras claras. Quanto menos luz for emitida pela tela, menos energia é consumida.

8. Se seu dispositivo é 4G e seu plano de telefonia também, mas você estiver em uma região sem cobertura 4G ou não vê necessidade de uma conexão mais rápida, vá em “Ajustes” / “Celular” e, em “Voz e Dados”, selecione a opção 3G. Assim, o celular não ficará procurando pela rede 4G toda vez que ela não estiver presente e consumirá menos recursos. Não esqueça de voltar ao 4G quando precisar.

9. Com o iOS 8, veio um aplicativo chamado “Saúde”. Ele fica constantemente marcando quantos passos você dá e calculando a distância que anda por dia. Se você não usa isso, pode ir em “Ajustes” / “Geral” / “Privacidade” / “Movimento e Preparo Físico” e desabilitar o aplicativo Saúde ou, até mesmo, a função inteira de rastreamento de preparo físico. Outros aplicativos como o Waze também se valem deste recurso, não me pergunte para quê.

Com essas dicas, você vai economizar muita bateria do seu iPhone.

O Xalalá que a Sky está passando em seus Clientes

tv-retro_audienciadatv[1]ATUALIZAÇÃO. Depois que escrevi este post, fiz queixa na ANATEL. Foi numa sexta-feira. Na segunda seguinte, a Sky entrou em contato comigo e resolveu a situação. Aconselho a todos, no primeiro sinal de desrespeito, procurar a agência reguladora. Não teria perdido tantos meses, quando perdi se tivesse feito assim.

Frequentemente, as operadores de serviços de telecomunicações reduzem os valores de seus planos e aumentam a qualidade dos serviços. Porém, não avisam os clientes que há uma nova possibilidade melhor e mais econômica. Acontece em telefonia, internet e também com TV por assinatura. É comum.

Estou desde janeiro tentando pagar menos 40 reais por meu pacote da Sky. Eles oferecem um pacote idêntico em canais ao que assino porém com equipamentos melhores e mais barato. A resposta deles desde então é que o sistema está passando por uma atualização. Sempre prometem que o ajuste estará pronto no final do mês, quando poderão efetuar a migração. Já se passaram 3 finais de meses e nada. Hoje, resolvi entrar com processo na Anatel, mas para isso precisava de um número de protocolo de atendimento na Sky, sobre a minha solicitação. Então, acessei o chat e a refiz. Vocês não vão acreditar no que aconteceu. Conforme eu suspeitava, a Sky só tem sistema para mudar de plano se o valor for aumentado não reduzido. Aí você me responde: isso é falta de sistema ou falta de honestidade?

Olhem a conversa (troquei os nomes de pessoas e protocolo para proteger os inocentes, alguns nem tanto):

 

Fulana Debochada — 14:17:13
Olá Sr.CUCA, seja bem vindo a Central de Vendas ao assinante SKY! Em que posso ajudá-lo?

(nota do editor: que entusiasmo!)

CUCA — 14:17:18
olá Fulana

CUCA — 14:18:03
Existe um plano ofertado por vocês no site que é similar ao que eu assino. mas é mais barato e os equipamentos são melhores. É um plano que foi atualizado.

Fulana Debochada — 14:18:30
Este chat é um canal especializado em vendas.
Para redução de valores, peço, por gentileza, que entre em contato com a equipe especialista em adequação de produtos através do telefone 10611, visando uma solução mais rápida e eficaz.

CUCA — 14:18:39
o que eu assino é o COMBO SKY CB NEW SKY HDTV MIX HBO MAX 11, e custa 243,60. Possui um aparelho HD que grava e dois aparelhos simples, não HD

CUCA — 14:18:53
eu quero trocar de plano

CUCA — 14:19:02
não quero caridade

CUCA — 14:19:28
quero comprar um plano mais novo

CUCA — 14:19:31
O que eu quero migrar é o HDTV FULL HBO MAX que está ofertado no seu site por 204,90, que tem um aparelho que grava HD e dois aprelhos HD que não gravam

Fulana Debochada — 14:19:45
Aqui só fazemos aumento de pacote, para diminuir seu pacote e valores faça o procedimento informado.

Fulana Debochada — 14:20:07
Este chat é um canal especializado em vendas.
Para redução de valores, peço, por gentileza, que entre em contato com a equipe especialista em adequação de produtos através do telefone 10611, visando uma solução mais rápida e eficaz.

CUCA — 14:20:08
você não entendeu. eu quero um plano melhor e não pior

CUCA — 14:20:24
o meu plano é de 2011. eu quero um plano atualizado. com equipamentos melhores

Fulana Debochada — 14:21:03
Melhor para o senhor que quer um mais barato, como já informei aqui só fazemos aumento de pacote e automaticamente valores.

CUCA — 14:21:06
é upgrade de plano

Fulana Debochada — 14:21:11
E os planos de 2015 não estão disponiveis.

CUCA — 14:21:16
ah, entendi. aqui é so para eu pagar mais. para eu pagar menos não é aqui?

Fulana Debochada — 14:21:28
Isso mesmo.

CUCA — 14:21:31
eu quero os de 2013

Fulana Debochada — 14:22:07
O senhor quer aumentar o valor do seu pacote Daniel?

CUCA — 14:22:15
o problema é que o “sistema” está fora do ar para reduzir o preço

Fulana Debochada — 14:22:33
Eu não faço redução de preço.

CUCA — 14:22:37
eu quero trocar meu plano de 2011, defasado, pelo plano de 2013

Fulana Debochada — 14:23:48
Se custa menos Daniel eu não troco, o senhor entendeu o que falei, que aqui é só pra aumento?

CUCA — 14:24:00
tu tá de sacanagem. eu tento isso desde janeiro e vocês me dizem que o sistema não está funcionando para troca de plano. agora, você me diz que o sistema só funciona para aumento de valor?

CUCA — 14:24:35
isso é sério?

Fulana Debochada — 14:24:37
Não estou de sacanagem, estou trabalhando, o senhor que não quer entender a informação.

Neste momento, apareceu uma mensagem dela dizendo que o chat seria finalizado por falta de diálogo e fechou. Ainda bem que eu copiei o texto antes. Agora, é ANATEL!